Project Controls no ITER, um dos maiores projetos do mundo
O ITER é uma iniciativa científica internacional de grande escala que pretende demonstrar a viabilidade da energia de fusão nuclear na produção de energia. Sendo um dos megaprojetos mais complexos e ambiciosos alguma vez lançados, o ITER agrega desafios de engenharia, tecnológicos e organizacionais de enorme dimensão. Centenas de engenheiros e planificadores trabalham com o objetivo comum de replicar a energia do Sol.
A dimensão e a ambição do ITER exigem uma coordenação extraordinária.
Trata-se de uma colaboração entre trinta e cinco países, liderada por sete Membros (China, União Europeia/Euratom, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos), para construir, no sul de França, o maior tokamak do mundo. A missão do ITER não é gerar eletricidade, mas sim demonstrar a viabilidade científica e tecnológica das futuras centrais de fusão, sustentando um plasma em combustão com um fator de ganho de energia Q ≥ 10 (cerca de 500 MW de energia de fusão a partir de 50 MW de aquecimento) em impulsos de longa duração.
O que significa, então, fazer project controls num projeto desta magnitude?
Um apelo à inovação
Durante vários anos, o ITER e as suas agências nacionais geriram os cronogramas com recurso ao Primavera P6. À medida que o programa foi crescendo, a coordenação de múltiplos cronogramas entre a Organização ITER, as agências nacionais e os empreiteiros tornou-se cada vez mais complexa. A baseline integrada envolvia mais de 60 projetos ativos e 40 000 atividades. O cronograma de construção incluía até 60 000 atividades, e as agências nacionais acompanhavam mais de 170 000 atividades. Com bases de dados em constante crescimento, arquivamentos mensais e centenas de utilizadores, o sistema tornou-se insustentável. Reunir todos os cronogramas numa estrutura integrada e coerente tornou-se inviável.
Responder à complexidade com capacidade e eficácia
Com maior flexibilidade para adotar soluções na cloud, o ITER lançou uma iniciativa para modernizar o seu ecossistema de planeamento. O Oracle Primavera Cloud (OPC) foi escolhido para centralizar a gestão dos cronogramas, facilitar a colaboração e garantir um acesso alargado e intuitivo a todas as partes interessadas, incluindo equipas técnicas, gestores de topo, agências nacionais e empreiteiros.
A plataforma garante novas possibilidades no planeamento de projetos, incluindo funcionalidades cruciais como indicadores de qualidade dos cronogramas. Mais importante ainda, oferece uma metodologia de trabalho mais fluida e transparente, adequada ambientes de projeto de grande dimensão e distribuídos, como o ITER.
Uma transição bem estruturada
Para garantir uma transição eficaz, a mudança para o OPC foi organizada em duas fases:
A Fase 1 centrou-se na migração do Primavera P6 para o OPC. Em poucos meses, e sem comprometer as atividades diárias de planeamento e reporting, a Proove assegurou, em conjunto com o ITER, a migração do ecossistema de planeamento existente, que envolvia cerca de 100 planificadores e mais de 300 utilizadores, para o OPC, incluindo todos os processos fundamentais de planeamento e controlo de custos.
A Fase 2 foca-se na integração das sete agências nacionais no ambiente OPC, com o objetivo de garantir um planeamento totalmente unificado. Esta fase inclui ainda o apoio ao ITER na melhoria contínua da utilização da plataforma. O objetivo é alcançar a maior eficiência, o controlo mais robusto e uma visibilidade acrescida para todos os intervenientes.
Orgulho em apoiar a missão do ITER
Na Proove, temos orgulho em estar ao lado do ITER numa jornada que ultrapassa os limites da Ciência, da Engenharia e da Colaboração. Implementar Project Controls robustos num contexto tão exigente é exatamente o tipo de desafio que nos motiva.
Assumimos o compromisso de continuar a apoiar o ITER nos próximos passos.
Imagem: ITER Organization/EJF Riche